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Three, Free ou Tree? E é isso que importa? 1

Você certamente já se perguntou o porquê da insistência em praticar pronúncia no aprendizado de inglês, não é mesmo? Provavelmente pensou algo parecido com “Com tantos sotaques diferentes no mundo, por que eu não posso ter o meu sotaque e tudo bem?” Bem… fair enough. Realmente há uma imensidade de sotaques diferentes, especialmente em línguas que são tão espalhadas geograficamente quanto o inglês, espanhol, português, francês, e diversas outras. Porém, a importância do estudo de pronúncia não está principalmente na redução de sotaque, que pode ser interessante, mas é longe de ser essencial para comunicação efetiva e eficaz em qualquer língua. A importância, para os nossos propósitos, é que boas práticas de pronúncia não só vão te ajudar a falar e ser compreendido mais facilmente, mas também vão te ajudar a entender melhor o inglês falado.

Isso pode parecer óbvio, mas há muito mais elementos de pronúncia em jogo do que a mera distinção entre as palavras free, three, e tree, ou they e day. Sejamos claros: é rara a situação onde a distinção entre os fonemas /θ/ (em think) e /f/ é o vai-ou-racha da compreensão. Essas variações acontecem imersas em contextos que, por via de regra, são informativos o suficiente para que essas variações de som passem despercebidas. Inclusive porque a substituição de /θ/ por sons como /f/ e /t/ são fenômenos recorrentes na língua, e são chamados de th-fronting e th-stopping, respectivamente. Vários falantes nativos de inglês de fato pronunciam ‘fink’ (think) e ‘brover’ (brother) ou ‘tirty’ (thirty) e ‘dey’ (they). E, novamente, não é esse tipo de variação que quebra a compreensão.

Você agora pode estar pensando que, já que falantes de uma dada língua compreendem essas variações fonéticas com facilidade, para que mesmo é necessário insistir em estudo de pronúncia? E aqui vai o pulo do gato: porque o contexto que ajuda o seu interlocutor a decodificar a mensagem que você está tentando passar não é exclusivamente verbal. E, embora haja discussão sobre quanto, de fato, a comunicação humana é não-verbal, nós sabemos que a maior parte do que transmitimos não pode ser compreendida só com definições e sinônimos—como qualquer pessoa que já usou o Google Translate pode atestar.

Elementos como entonação, acentuação e ritmo, que são chamados de aspectos supra-segmentais da língua, são de extrema importância na comunicação e compreensão de qualquer idioma. Por exemplo, muitas vezes o que difere verbos de substantivos é a acentuação: My work-out routine was difficult to work out (Minha série de musculação foi difícil de planejar). E, em inglês, cujos verbos não seguem um padrão morfológico, como é o caso no português (nossos verbos sempre terminam com -ar, -er, -ir ou -or), a capacidade de fazer essa diferenciação é bem relevante para entender o que está sendo dito.

A acentuação correta é o que diferencia vários substantivos e verbos: project e project, permit e permit, update e update, etc. Também é o que diferencia noun phrases de compound nouns: The President of the United States lives in the White House. My cousin lives in a white house. Esses são só alguns exemplos, but you get the idea.

E é exatamente por isso que, no BRASAS, você sempre pratica todos esses aspectos da língua o tempo inteiro, e porque seu professor insiste tanto que você repita o modelo com entonação, acentuação e ritmo com afinco e intenção. Nosso método, intensamente focado na fala, entende que não é só de gramática correta que se faz uma língua: todos os aspectos da língua falada são importantes para a contextualização e melhor compreensão da mensagem.

Você certamente já se perguntou o porquê da insistência em praticar pronúncia no aprendizado de inglês, não é mesmo? Provavelmente pensou algo parecido com “Com tantos sotaques diferentes no mundo, por que eu não posso ter o meu sotaque e tudo bem?” Bem… fair enough. Realmente há uma imensidade de sotaques diferentes, especialmente em línguas que são tão espalhadas geograficamente quanto o inglês, espanhol, português, francês, e diversas outras. Porém, a importância do estudo de pronúncia não está principalmente na redução de sotaque, que pode ser interessante, mas é longe de ser essencial para comunicação efetiva e eficaz em qualquer língua. A importância, para os nossos propósitos, é que boas práticas de pronúncia não só vão te ajudar a falar e ser compreendido mais facilmente, mas também vão te ajudar a entender melhor o inglês falado.

Isso pode parecer óbvio, mas há muito mais elementos de pronúncia em jogo do que a mera distinção entre as palavras free, three, e tree, ou they e day. Sejamos claros: é rara a situação onde a distinção entre os fonemas /θ/ (em think) e /f/ é o vai-ou-racha da compreensão. Essas variações acontecem imersas em contextos que, por via de regra, são informativos o suficiente para que essas variações de som passem despercebidas. Inclusive porque a substituição de /θ/ por sons como /f/ e /t/ são fenômenos recorrentes na língua, e são chamados de th-fronting e th-stopping, respectivamente. Vários falantes nativos de inglês de fato pronunciam ‘fink’ (think) e ‘brover’ (brother) ou ‘tirty’ (thirty) e ‘dey’ (they). E, novamente, não é esse tipo de variação que quebra a compreensão.

Você agora pode estar pensando que, já que falantes de uma dada língua compreendem essas variações fonéticas com facilidade, para que mesmo é necessário insistir em estudo de pronúncia? E aqui vai o pulo do gato: porque o contexto que ajuda o seu interlocutor a decodificar a mensagem que você está tentando passar não é exclusivamente verbal. E, embora haja discussão sobre quanto, de fato, a comunicação humana é não-verbal, nós sabemos que a maior parte do que transmitimos não pode ser compreendida só com definições e sinônimos—como qualquer pessoa que já usou o Google Translate pode atestar.

Elementos como entonação, acentuação e ritmo, que são chamados de aspectos supra-segmentais da língua, são de extrema importância na comunicação e compreensão de qualquer idioma. Por exemplo, muitas vezes o que difere verbos de substantivos é a acentuação: My work-out routine was difficult to work out (Minha série de musculação foi difícil de planejar). E, em inglês, cujos verbos não seguem um padrão morfológico, como é o caso no português (nossos verbos sempre terminam com -ar, -er, -ir ou -or), a capacidade de fazer essa diferenciação é bem relevante para entender o que está sendo dito.

A acentuação correta é o que diferencia vários substantivos e verbos: project e project, permit e permit, update e update, etc. Também é o que diferencia noun phrases de compound nouns: The President of the United States lives in the White House. My cousin lives in a white house. Esses são só alguns exemplos, but you get the idea.

E é exatamente por isso que, no BRASAS, você sempre pratica todos esses aspectos da língua o tempo inteiro, e porque seu professor insiste tanto que você repita o modelo com entonação, acentuação e ritmo com afinco e intenção. Nosso método, intensamente focado na fala, entende que não é só de gramática correta que se faz uma língua: todos os aspectos da língua falada são importantes para a contextualização e melhor compreensão da mensagem.

Escrito por Breno Ronchini, professor do BRASAS.

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